RESSOCIALIZAÇÃO


Rebelião Cultural reforça protagonismo social das instituições que atuam na proposição de políticas públicas para egressos.

Parceira do Centro de Integração Social e Cultural – CISC na proposta de contribuir para a reintegração social de egressos do sistema prisional por meio do Projeto Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) é um dos apoiadores do Projeto Rebelião Cultural. 

A iniciativa, lançada no dia 30 de março, é uma ação do Favela a 4 (F4), grupo formado pelo AfroReggae, Central Única das Favelas (Cufa), Nós do Morro e Observatório de Favelas, para a implementação de oficinas culturais, esportivas e de qualificação profissional dentro de presídios.

Coordenador da Incubadora e um dos fundadores do Projeto Criança, desenvolvido nos presídios do Estado do Rio de Janeiro em 1994, Ronaldo Monteiro revela-se entusiasmado com as mudanças percebidas no sistema prisional brasileiro nos últimos anos. “A proposta implementada pelo F4 reforça o protagonismo social das instituições que têm atuado na proposição de políticas públicas para a real inserção de homens e mulheres que vivenciaram a experiência do cárcere”, garante Monteiro, reforçando a importância de ações realizadas dentro das cadeias para o resgate da auto-estima dessas pessoas, bem como seu preparo para o retorno de seu convívio na sociedade.

Concessão de benefícios

Em janeiro, a Incubadora iniciou a capacitação do programa de gestão de negócios para os candidatos do regime fechado aprovados no III Processo Seletivo da IEE e para ouvintes. Professor de Marketing, Marcio André Serra registra o interesse e empenho dos participantes: “Estamos finalizando o módulo Habilidades Básicas e Empresariais para 14 internos do Presídio Ferreira Neto, todos têm boa frequência e um dos pré-incubados, inclusive, aguarda a liberdade condicional para breve”, argumenta Serra, comentando que a participação na proposta inclusiva poderá resultar na concessão de benefícios para os participantes.

Segundo Monteiro, “até 1994, somente os grupos religiosos e universitários tinham acesso às unidades prisionais. Hoje, por exemplo, assistimos o Conselho Nacional de Justiça(CNJ) discutindo temas como a ressocialização de egressos em seminário realizado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nos dias 2 e 3 de abril”, finaliza ele, registrando, ainda, a participação da Equipe na Incubadora nos três mutirões do sistema carcerário realizados no Estado e o desdobramento do Projeto IEE com ações empreendedoras em presídios de estados como Minas Gerais, São Paulo e Bahia, dentre outros.




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