Microcrédito. Este foi o tema apresentado por agentes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Caixa Econômica Federal (CEF) aos empreendedores do programa de gestão de negócios da Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE). Ansiosos pela possibilidade de obtenção de crédito para a reestruturação de seus empreendimentos, os profissionais foram esclarecidos sobre os pré-requisitos e procedimentos para a tão esperada injeção de capital nos investimentos.
Orientadora de Negócios do Sebrae de São Gonçalo, Damaris Gomes atentou para o cuidado que o empreendedor deve ter quando decidir montar um negócio. “A falta de conhecimento do produto, do mercado, das técnicas de marketing e outros fatores têm provocado o fechamento de pequenas empresas ao final do segundo ano de nascimento das mesmas”. Para ela, a capacidade empreendedora gera maior produtividade, postos de trabalho, além de fortalecer a economia. “O Sebrae”, esclarece ela, “percebeu a necessidade de fortalecer o micro crédito para as micro e pequenas empresas. Desta forma, o caminho encontrado foi estabelecer convênios com ONGs e OSCIPs – como o Centro de Integração Social e Cultural (CISC) – que têm a mesma missão do Sebrae, ou seja, desenvolver o empreendedorismo”.
Analista de Microcrédito da Microinvest, empresa parceira do Sebrae, Alex Silva de Souza falou dos trâmites para a obtenção do crédito, esclarecendo que tanto as pessoas físicas quanto jurídicas podem ser beneficiadas com valores que vão de R$ 400 a R$ 9.500. Para o assessor técnico da Incubadora, Ricardo Palazzo, o convênio firmado com o Sebrae fortalecerá o vínculo do CISC com empreendedores que terão na instituição uma espécie de avalista para a obtenção do crédito. “Na prática”, diz Palazzo, “a coordenação da Incubadora terá condições de melhor informar a evolução dos empreendimentos e as reais condições que os mesmos têm de responder aos pré-requisitos exigidos pela CEF e/ou Sebrae para a liberação das linhas de crédito”.