Proposta da Incubadora de Egressos surpreende caboverdeanos. Experiência poderá servir de exemplo para a implementação de técnicas de incubação em Cabo Verde, na África.
“A realidade de desamparo dos egressos do Sistema Prisional em Cabo Verde é a mesma do Brasil. Não temos iniciativas do gênero (como a Incubadora de Empreendimentos para Egressos) em nosso país”, afirmou Ana Cristina Mendes, representante do Ministério da Economia, Crescimento e Competitividade de Cabo Verde e chefe da delegação que visitou a sede do Centro de Integração Social e Cultural (CISC), em junho deste ano.
Apesar do mal tempo, os visitantes foram recepcionados com uma apresentação do Grupo de Capoeira do Mestre Chula e seus alunos, adolescentes de São Gonçalo que prestaram homenagens aos estrangeiros com a entrega de camisetas do Projeto IEE e um kit com material informativo sobre a Incubadora.
Na visão de Giovanni Harvey, diretor da Incubadora Afro Brasileira Harvey e cicerone do grupo, a Missão de Cabo Verde é um marco na trajetória das incubadoras com as características da Incubadora Afro Brasileira (IA), da Incubadora de Empreendimentos Populares (IEP) e da Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE).
Segundo ele, entre os estudiosos estavam representantes da sociedade civil de Cabo Verde, do governo e empresas privadas com o propósito de conhecer as iniciativas desenvolvidas no Brasil.
Harvey acredita que, “a julgar pela reação deles, essa experiência, obviamente respeitada a realidade de Cabo Verde, poderá representar uma contribuição a possível elaboração de um programa de desenvolvimento econômico local sustentável, baseado na combinação entre crescimento e inclusão social”.
Empresário e professor do Bentley College, dos Estados Unidos, Fred Tuffile declarou não conseguir pensar em desafio maior do que o da Incubadora de Empreendimentos para Egressos. Para ele, cujos interesses também estão focados no empreendedorismo, a proposta de incubação para egressos também representou uma grata surpresa.