Para diretor do SEST/SENAT, o Pólo abrirá portas para os empreendedores
que estejam atentos à necessidade de oferta de produtos e serviços de qualidade.
Inauguradas na segunda, 31 de março, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, iniciam uma corrida contra o tempo para a busca da qualificação profissional e especialização de trabalhadores de todos os setores.
De acordo com a Petrobras, a primeira fase das obras (de preparação de terreno) soma investimentos da ordem de R$ 820 milhões e tem previsão de término no primeiro trimestre de 2009. O Comperj, no entanto, deverá entrar em operação apenas em 2012; o que, na opinião do diretor do Serviço Social do Transporte e do Serviço Nacional do Transporte (SEST/SENAT), Jorge Murilo, é tempo suficiente para a preparação de mão-de-obra qualificada.
“As chances existem para todos, desde que o profissional vá ao encontro das mesmas e estejam devidamente qualificados”, afirma Murilo, garantindo que essa não é uma exigência apenas da Petrobras, mas de técnicos e empresas que começam a migrar para as regiões próximas ao Comperj.
Para o diretor do SEST/SENAT, o Pólo gerou uma espécie de tsunami com grandes ondas. “A primeira”, diz ele, “refere-se à Petrobras que chega com cerca de 40 mil empregos diretos para profissionais qualificados, certamente concursados.”
A segunda onda um pouco maior refere-se às empresas (entre 150 e 200) que vêm com a Petrobras e vão se instalar logisticamente em regiões mais próximas ao Pólo. “Essa onda, bem maior que a primeira, gerará empregos para profissionais igualmente qualificados”, prevê ele.
Mas é a terceira e maior onda, segundo o diretor Jorge Murilo, que vai causar maior turbulência: a onda social. “Nela, vamos surfar ou morrer, porque todos esses profissionais/empresas que estão vindo têm um grande nível de exigência de consumo, infra-estrutura, qualidade de vida. Se hoje temos, por exemplo, 20 hospitais; necessitaremos de 200; fora isto, as farmácias, colégios, clínicas e outros produtos/serviços”.
Para Murilo, será na onda do social que os empreendedores da Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE) poderão surfar. “O Pólo trará um ganho significativo para os profissionais que estiverem prontos para o mercado, com seus empreendimentos legalizados”, prevê ele, comentando a atuação do Consórcio dos Municípios da Região Leste (o Comleste) que reúne os 11 municípios vizinhos para discutir soluções de preservação ambiental, transporte, capacitação profissional e educação, dentre outros investimentos.