IEE em Salvador


Intercâmbio resultará na implantação de

modelo de incubação para egressos em Salvador *

 

Empreendedorismo para Egressos” foi o tema da série de palestras apresentadas pelo coordenador de Projetos do Centro de Integração Social e Cultural – CISC “Uma Chance”, Ronaldo Monteiro, em unidades prisionais da Bahia. O evento aconteceu entre os dias 11 e 13 de março e é fruto do intercâmbio com aquele Estado que resultou na proposta de implantação, em Salvador, do modelo de incubação de negócios utilizado pela Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE).

A parceria firmada com a Fundação Dom Avelar, que desenvolve o “Programa Liberdade e Cidadania” – para a inserção de internos e egressos no mercado de trabalho – é uma ação integrada que envolve, ainda, o Comitê para Democratização da Informática (CDI) com a promoção da inclusão digital.

Outra iniciativa que também irá compor o programa em desenvolvimento é a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), através da experiência com o projeto “Economia Solidária” direcionado ao microcrédito, finanças solidárias e incubação de cooperativas populares, dentre outras ações.

Durante a visita ao Estado da Bahia, o coordenador Ronaldo Monteiro e a gerente da Incubadora, Cristhiane Albuquerque, tiveram a oportunidade de apresentar a proposta da Incubadora de Emprendimentos para Egressos (IEE) na Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH).   

A programação incluiu, ainda, visitas aos internos da Penitenciária Lemos Brito que produzem trabalhos artesanais, junto ao projeto implementado pela Coordenação de Estudo e Desenvolvimento da Ação Penal (CEDEGEP) da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH).

Cerca de 50 egressos assistidos pelo Liberdade e Cidadania participarão do novo programa de geração de emprego e renda, empreendedorismo e inclusão digital que tem previsão de lançamento ainda em 2008.

 

* Assessoria de Imprensa IEE

  Fotos de Leonardo Fonseca

 

 

 

 

Egressos e internos são incentivados a empreender **

 

Garantir inclusão social a egressos do sistema prisional. A partir dessa tônica, a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), através da Coordenação de Estudo e Desenvolvimento da Ação Penal (CEDEGEP), pretende unificar os projetos de geração de emprego e renda, empreendedorismo e inclusão digital.

A intenção é integrar as ações do programa “Liberdade e Cidadania”, desenvolvido em parceria com a Fundação Dom Avelar Brandão Vilela, com as do Comitê para Democratização da Informação (CDI), através da implantação de Escolas de Informação e Cidadania (EIC) e da Incubadora de Empreendimentos para Egressos (IEE) – projeto desenvolvido pelo Centro de Integração Social e Cultural (CISC) do Rio de Janeiro.

            A princípio, o projeto piloto será implantado com os egressos que atualmente são assistidos pelo “Liberdade e Cidadania”, cuja função é incentivar e facilitar o acesso tanto de ex-internos, como os que se encontram sob regime de liberdade condicional, ao mercado formal de trabalho. A parceria com a CISC e o CDI permitirá que estas pessoas adquiram conhecimento sobre empreendedorismo e informática.

“É uma oportunidade de formação, capacitação e trabalho para egressos. A nossa preocupação é que eles consigam um espaço no mercado de trabalho”, afirma a coordenadora do CEDEGEP, Eliana Almeida, a respeito do projeto. “O que pretendemos é resgatar o perfil do egresso, sua capacidade de empreender e gerir”, completa.

            Também serão aproveitadas as idéias do projeto “Economia Solidária”, desenvolvido pela Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), que integra as ações de microcrédito, finanças solidárias, incubação de cooperativas populares e outras formas de parceria com o movimento social da economia solidária.

 

Aprendendo a empreender

Na semana passada, o presidente do CISC, Ronaldo Monteiro, foi o preletor do seminário “Empreendimentos para egressos”. Além de egressos, internos da Penitenciária Lemos Brito (PLB), da Colônia Lafayete Coutinho (CLC) e do Conjunto Penal Feminino, puderam aprender como funcionam os projetos empreendedores, como administrar um negócio e como transformar uma idéia em realidade.

“A nossa proposta não é ensinar a ninguém como concertar uma parede e sim mostrar a eles como agarrar as chances que surgem”, disse Monteiro ao afirmar também que o projeto visa trazer oportunidades para os que estão dispostos a utilizar suas habilidades na montagem de um negócio.

Alguns internos da PLB já desenvolvem, com o apoio da SJCDH, atividades laborativas. Bolsas, cadeiras, camas e carrinhos de café são alguns dos produtos feitos por eles e vendidos na própria penitenciária.  A expectativa é que, com as idéias do CISC, os internos possam criar uma incubadora a partir do que já é desenvolvido lá dentro.

 

** Fonte: Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH) do Estado da Bahia.

 

 

 

 




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